quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Matina
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Alecrim
domingo, 18 de setembro de 2016
Crónica II
Uma cicatriz. Como se uma porta entreaberta
Discretamente se fechasse, deixando presa a
Peça de roupa da véspera dum corpo d'amor
Que desaconteceu e paira procurando outro
Lugar. O ombro superfície lunar e a sua mão
Plumitiva dizendo murmúrios na longa costa
Da tua pele; uma crónica que escorre que se
Espraia em vontade e rumo próprio o para lá
Das minhas mãos que desembarcam no que
Viajam. Restituição? Ah não Nunca o mesmo
Lugar, tão-pouco o olhar. O dique represa as
Águas; mas, uma vez libertas, tudo apagam!
Crónica
O silêncio aguarda a fala
No céu, azulando a noite
Há o prenúncio das aves
Nos lugares mais altos e
Os galos de quintais dão
As horas matinais. Junto
Ao rio, daqui uma nesga
Escrevi a crónica da paz
Que sinto pelo que vejo!
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Intervalo II
Agora vai parecer muito tempo
Este instante em que olho para
O que falta como infinito curso
E, ainda que não saiba o modo
Nem o tempo, é demasia tudo
O que sinto. A linha curva fará
Um arco de fecho; no prelúdio
Olhar o soubesse breve assim!
Intervalo
Entre nós interpôs-se o corpo;
Essoutro privando um do outro.






