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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Mas...

Sei hoje o que é um jardim: 
O que floresce em torno do que perdemos. 
Não devolve, mas devolve-nos; 
Não restitui, mas restitui-nos.
Não é o lugar que onde foste ,
Mas é o lugar onde te sou.


(c) Filipe M. | texto e fotografia (2015)

sábado, 28 de novembro de 2015

28

O amor não é um coração que veda o desamor 
É o que lhe sobrevive. 


Arredondado

Dizem que o amor se gasta nas arestas; 
Digo que é no redondo que se no-lo escapa!


Filipe M. | texto e fotografia (2015)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

27

O peixe do rio foi viver o mar 
Tingindo de rio a prata lunar.
Nascera no sentido veloz da 
Foz: a vasta porta do mundo
E viu todos os líquidos céus 
No júbilo amplo da liberdade.

Um dia subiu a primeira vez
Esse rio e contou que viveu
Em longínquos lugares mas
Que é à casa onde se nasce 
Que, grato, se vem morrer.

Na maré vespertina dos
Nossos (a)braços ficou.


(c) Filipe M. | texto e fotografia (2015)

sábado, 31 de outubro de 2015

Diário de bordo

A mais bela das tristeza: a que não se conforma; a que sorri, ousa e dança, a que traça rumos paralelos, mesmo que irreais. E por isso também, profundamente generosa; isto porque na amputação do não-vivido crescem os lugares de todas as possibilidades.

(c) Filipe M. | texto e fotografia (2015)