Mostrar mensagens com a etiqueta Janeiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Janeiros. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
A boca do beijo
A simetria dos olhos como pretexto da boca; a boca o beijo e a boca afinando a simetria dos olhos.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
E depois do amor?
Há uma nudez própria no que se veste. O dizermo-nos duas vezes; o haver um 'por último', coisa outra que não um lugar primeiro.
O sermos contáveis.
Os corpos: segredam, fundem-se e refundam-se num bazar de bocas, mãos e olhos; são cordas instrumentais que produzem sons do clamor do amor.
E a jornada é por dentro, onde caminhos estreitos conduzem a largos sítios, e, como em tudo na vida, o seu inverso: larguezas que se estreitam.
E na boca a pergunta:
E depois do amor?
Digo: sou, em certa medida, o teu nome.
Restou-me a palavra em teu nome.
Depois do amor o amor é um nome.
Sou o teu nome.
Nem alegre,
Nem triste.
Respiração.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Praia-amar
Desse vazio; de ausência; de vagar; calcinados descaminhos (em redor). Cintura de dias urbanos ou muralhas para que não dilatam.
Dias obsidiantes.
Poucos já muitos nem por isso não sei.
Há um lugar vago.
Dizem-me coisas
muitas coisas e não sei se oiço não sei se compreendo não sei se sei
E que me digo que me oiço
Escorrego no teu rosto perco o teu rosto perco o teu rasto
Há um lugar vago
E ainda há dias assim; assim como? Com corpo com cheiro com farrapos de palavras desenhadas à mão levantada. Não sei o que são ou ainda por serem ou já não serem dias nem eu nem tu
Há um lugar vago
Digam-me tudo que ouvidos generosos os meus tudo ouvem calo tudo porque a boca perde para o par.
Queimam esses dias estes dias os dias do porvir mas que venham e ardam na pira
Há um lugar vago
Devagar vagou
De vago a vaga que por sobre a praia-mar findou...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Amarelo (I)
"amar é um elo
entre o azul
e o amarelo"
Paulo Leminski
(c) Filipe de Macedo | fotografia: Madeira, 2014.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Do(s) amor(es)
"Maria gosta de José e este dela, por igual.
Maria e José gostam de Maria e José, seus filhos.
Maria e José gostam de Maria e José, seus pais.
Maria e José, irmãos, também se gostam entre si.
Maria, José, Maria e José são uma Família Feliz.
Maria gosta de Maria e esta daquela, por igual.
Maria e Maria gostam de Maria e José, seus filhos.
Maria e José gostam de Maria e Maria, seus pais.
Maria e José, irmãos, também se gostam entre si.
Maria, Maria, Maria e José são uma Família Feliz.
José gosta de José e este daquele, por igual.
José e José gostam de Maria e José, seus filhos.
Maria e José, irmãos, também se gostam entre si.
José, José, Maria e José são uma Família Feliz.
Eu sou o Luís, mas sou qualquer uma das Marias;
eu sou o Luís, mas sou qualquer um dos Josés.
Tenho família eu sou Feliz."
Maria e José gostam de Maria e José, seus filhos.
Maria e José gostam de Maria e José, seus pais.
Maria e José, irmãos, também se gostam entre si.
Maria, José, Maria e José são uma Família Feliz.
Maria gosta de Maria e esta daquela, por igual.
Maria e Maria gostam de Maria e José, seus filhos.
Maria e José gostam de Maria e Maria, seus pais.
Maria e José, irmãos, também se gostam entre si.
Maria, Maria, Maria e José são uma Família Feliz.
José gosta de José e este daquele, por igual.
José e José gostam de Maria e José, seus filhos.
Maria e José, irmãos, também se gostam entre si.
José, José, Maria e José são uma Família Feliz.
Eu sou o Luís, mas sou qualquer uma das Marias;
eu sou o Luís, mas sou qualquer um dos Josés.
Tenho família eu sou Feliz."
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Aceso.
Acendam os sóis;
acendam as velas dos barcos e todas as lâmpadas que tem o sonhar;
acendam os dias e suas noites pares; acendam as cores e os olhares; acendam os corpos com os lábios das mãos;
acendam o amor em camas de mar; acendam a alegria porque nos faz rir; acendam-se para quem por bem vier; acendam-se ao que está por vir; acendam os mortos que nos vivem; acendam os vivos porque nos adiam a morte;
acedam as flores porque calam a dor; acedam todas as palavras inaugurais; acedam os poemas e os seus infinitos céus;
acendam as lágrimas e o espanto por tudo o que há de Maior em nós; acendam gestos redentores;
acendam o prazer que foi prenda de Deus;
acendam paz porque é caminho; acedam a Vida!
Hoje é apenas o fim dum ontem;
amanhã é apenas o fim dum hoje;
depois de todos os amanhãs é apenas um princípio de eternidade ou do amor as primícias.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





