sábado, 5 de março de 2016

Vistas

Há quartos que nos dão vistas 
Há vistas que nos dão quartos
(Esta dá-me o da minha mãe!)


(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)


sexta-feira, 4 de março de 2016

Revindo

Há a curva do teu braço por onde sigo
E se trago o medo é para que não me 
Traga ele que benevolente nos embala 
No fito de acordar-nos de supetão p'la
Força do prato riso que se nos serve frio. 
Para lá do abraço o recomeço começa
E quando revier, recebê-lo-ei a quente.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

quinta-feira, 3 de março de 2016

Idos de Março

Queria dizer-te coisas; ou que mas dissesses. 
Compreender-te será uma vida: a que julgava 
Que tinha e a que julgo ter. E com as palavras 
Fiz um perímetro nosso - onde me recrio; cria 
Que procura e não cessa de procurar-te: esse
Lugar do sentido, do incondicional e absoluto. 
Onde não chega o mal e todo o bem, tão bem 
Vedado que se preserva da ferrugem do uso 
Devido e indevido e da escassez e demasia 
Do verbo que agora, nunca antes, entendo:
O princípio de tudo aquilo que se nos acaba, 
E todavia continua e insano nos parece agora 
Inventado o que sempre por ilusão nos existiu. 


(c) Filipe M. | texto e imagem (2016)

quarta-feira, 2 de março de 2016

Matéria mater

[ao meu pai, seu dia natal]

Renascente
Restituído à 
Mãe nascido.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

terça-feira, 1 de março de 2016

Hidra

Um duplicado vive-nos dentro:
O castor que ergue barricadas. 




(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

Volto já!

Ficai aí.
Volto já!
My sweet
Emocional
Serial killer.
Brevemente 
Nunca mais!
Sabes, ando 
Ocupado a 
Ser feliz!


(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)