domingo, 6 de março de 2016
sábado, 5 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Revindo
Há a curva do teu braço por onde sigo
E se trago o medo é para que não me
Traga ele que benevolente nos embala
No fito de acordar-nos de supetão p'la
Força do prato riso que se nos serve frio.
Para lá do abraço o recomeço começa
E quando revier, recebê-lo-ei a quente.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Idos de Março
Queria dizer-te coisas; ou que mas dissesses.
Compreender-te será uma vida: a que julgava
Que tinha e a que julgo ter. E com as palavras
Fiz um perímetro nosso - onde me recrio; cria
Que procura e não cessa de procurar-te: esse
Lugar do sentido, do incondicional e absoluto.
Onde não chega o mal e todo o bem, tão bem
Vedado que se preserva da ferrugem do uso
Devido e indevido e da escassez e demasia
Do verbo que agora, nunca antes, entendo:
O princípio de tudo aquilo que se nos acaba,
E todavia continua e insano nos parece agora
Inventado o que sempre por ilusão nos existiu.
quarta-feira, 2 de março de 2016
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