terça-feira, 22 de novembro de 2016

Singularidades

Exibia invulgarmente as fragilidades

Como se, por contrários, desafiasse 

Do mundo suas lógicas. Porque era

Com aceso pudor que ocultava uma

Força única que vulcânica trazia sob 

A placidez anémica o parecer; como

Se fosse deveras impróprio ostentar 

Tanta riqueza entre gente indigente.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Graal

Podem todas as sedes aqui, 

Pelo sortilégio do olhar que 

Recebe, beber de ti o amor.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A pergunta perguntada

Porque demoras! Poucas horas o 

Dia tem e tu não vens. Porque te 

Espero? Eternidade cada minuto 

Porque dói a esperança um vaso 

Que morta a flor já sua terra tem.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sei nunca

Sei nunca da cidade onde 

Cheguei, onde me chego

Diariamente. Aconchego 

De quem partiu noutros

Lugares inteiras raizes

De sonho e se achega 

Na cama aberta inda

A da véspera já meu

Ontem se fizera por

Boas mãos nela me 

Deito e acordo para 

Dias novos d'alegria.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

sábado, 12 de novembro de 2016

O lugar inacabado

É Outono e quando te 

Oiço chorar é-o ainda 

Mais; as folhas caídas 

Não são suas mãos a

Ti cingidas a dizer oh 

Meu amor eu voltei a 

Este lugar para te vir 

Buscar. Bem vejo no 

Teu olhar tal desejo. 

As minhas mãos as 

Suas o não são; sei 

Disso e tanto mais!

Mas, se imaginares 

Uma árvore d'amor 

Por ele desenhada 

Vê nelas os ramos 

Que te quis deixar 

Para te agarrares!



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Búzio

Ao fechar 

Os olhos 

Oiço-te 

Inteiro no

Meu peito.



(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)