"Poema além do belo"
sexta-feira, 25 de março de 2016
Ponto de vista
Quem está de fora vê
Melhor quem lá mora.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
domingo, 20 de março de 2016
Os nus e os mortos *
[ao meu pai]
É preciso que partas
É preciso que fiques
És preciso Dizermos
Que amar nus se faz
Agora como outrora.
Vem de tantos lados
Que pelo uso abuso
Das nossas mãos se
Fez redondo ao girar
Por todos os lugares.
(*) título do primeiro romance do escritor norte-americano Norman Mailer, e que fazia (faz) parte da biblioteca do meu pai.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
sexta-feira, 18 de março de 2016
O curso
Ainda que não consigas,
Deixá-la passar e se não
Fores não lamentes pois
Que tudo passa por fim:
Dado passado ou futuro
Presente é o que se nos
Oferece Ausente ou não
Todavia, passarão por ti.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
quarta-feira, 16 de março de 2016
Alto
Fui levado a crer que o sonho
Era a dimensão impossível do
Viver; todavia este é caminho
Do pequeno que se agiganta:
Do dormirmos nosso acordar.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
Sufixo
Sempre disseste que estava condenado a ser feliz
E que o prefixo que me dizia triste era um tapete
Generoso onde limparia os pés antes de entrar.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
Chegada
Um dia partiste e fiquei com o teu
Rosto em minhas mãos e deitei-te
Para que fosse possível sonhar-te.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
terça-feira, 15 de março de 2016
Metade
Quase uma ausência
Uma quase presença
Metades de saudade.
(c) Filipe M. | texto e fotografia (2016)
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